12 outubro 2013

12 outubro 2013

Ainda é amor

Foto por http://www.flickr.com/photos/soneghet/
Não diga que não era amor quando pegava na minha mão fingindo que era sem querer e sorria de lado quando percebia que aquilo não colava comigo. Ou quando me beijava no canto da boca porque não tinha coragem de mais e ficava parado, me observando ir embora.

Não diga que não era amor quando nos encontramos naquela padaria, tarde da noite, e você estava um pouco bêbado e achou que me dar carona seria uma boa. A bebida te deu coragem e sua intuição estava certa. Era amor quando você pediu desculpa pela besteira que tinha acabado de fazer, me pegando desprevenida pra um beijo que durou mais do que eu estava acostumada. Insistiu pra que eu ficasse e eu não podia, mas você apareceu no dia seguinte com um baita sorriso e meu chocolate favorito, me deu o melhor abraço que já conheci e me fez sentir borboletas pela primeira vez.

Não diga que não era amor quando disse que não podia mais ficar comigo, mas no mesmo dia choveu muito forte e ficamos presos num quarto de hotel barato. Tentamos sentar cada um numa ponta da cama, mas não funcionou. Perdemos a hora e você costumava ficar nervoso quando isso acontecia, mas aquele dia deu risada. E eu nunca tinha reparado que você fica muito mais bonito quando sorri.

Não diga que não era amor quando escapamos do aniversário da minha melhor amiga e fomos pra uma loja de conveniência, na avenida que você costumava morar, tomar café e falar da vida. Pagamos a conta quando já estava de madrugada e ficamos dançando na porta, com todo mundo encarando. Senti amor ali. (E, depois, vergonha.)

Não diga que não era amor quando deu um soco no volante depois que eu pedi um tempo, quando me buscou no novo emprego e disse que eu estava mais linda que antes, quando mandou mensagem pedindo que eu me cuidasse depois que eu disse que te odiava. Quando me viu de novo depois desse dia, quando fizemos as pazes e passamos a noite juntos depois da minha viagem para o interior, quando fomos caminhar no parque e você riu como uma criança quando segurou minha mão e começou a cantarolar minha música favorita. Quando te liguei pra contar as novidades dos novos projetos e você disse que acreditava no que eu queria ser.

Depois de todos os anos, das idas e voltas, das ligações fora de hora, só me resta crer que era amor, sim. Do nosso jeito, no nosso tempo, como pôde ser. E se dessa vez for como todas as outras, só chegamos ao fim de mais um capítulo. No próximo, nos redescobrimos e nos amamos de novo e provamos pra todo mundo que, de todas as coisas que podem dizer, erraram em dizer que não era amor.




7 comentários:

Nath Amorim em 12/10/13 disse...

Lindo texto, muito amor aos pequenos detalhes.

Ótimo domingo, beijo.

www.estilizada.com

Andressa Lara em 12/10/13 disse...

Parabéns pelo seu blog ele é lindo e estou adorando as postagens.
Acabei de seguir ele e curtir sua pagina no face.
Te espero lá no meu, e espero que goste linda
BeijOs.
http://www.andressalara.com/2013/10/tutorial-como-usar-sombra-e-blush-em-po.html

Ellen Alves em 13/10/13 disse...

Lindo o texto, super leve e lindo! Depois de um texto desse só falta dizer que : Sim, é amor!
http://www.momentosassim.com/

Raaphaela Soares em 13/10/13 disse...

Texto lindo demaaaais <3
http://cotidianoporr.blogspot.com/

Alexia Cavalcante em 13/10/13 disse...

Texto lindo, simplesmente adorei. *-*

http://papodemeninasaer.blogspot.com.br/

Samira em 13/10/13 disse...

Que texto perfeito *O*
Estou de seguindo, adorei o blog!
Beijoos,
Garotas Imperfeitas

Marina Alessandra em 13/10/13 disse...

Com certeza, ainda é amor. AMEI o texto!!
Beijo

marinaalessandra.blogspot.com

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