07 novembro 2013

07 novembro 2013

Quase gente grande

Foto por http://www.flickr.com/photos/crashmaster/
“O que você quer ser quando crescer?” Mais clássica e clichê do que esta frase, só mesmo a resposta: “não sei ainda”. Acho que a parte mais difícil em crescer é decidir o que fazer da vida depois do colégio. Seu pai diz que sonha ter uma filha doutora. Sua mãe diz que se você estiver feliz, ela também estará. Seus amigos dizem que você tem cara de advogada e seu namoradinho aos quinze anos não faz questão de saber dos seus planos para o futuro.

Mal sabemos como resolver as fórmulas de física da última aula, mal sabemos como juntar dinheiro para comprar uma casa assim como nossos pais fizeram e ainda precisamos escolher uma profissão, entre tantas, que seja responsável por realizar todos os sonhos (financeiramente falando) pelos demais anos da vida. Uma decisão um tanto quanto importante... digamos, preocupante. 

É claro que existem aquelas pessoas (sortudas!!!) que já têm em mente o que desejam cursar na faculdade desde cedo, mas, essa não é a grande maioria e, sim, você não é o único do planeta a ficar em dúvida aos 45 do segundo tempo. 

Algo que aprendi a entender (há pouco tempo) é que algumas coisas na vida não precisam ser levadas tão a serio ou determinadas no tempo em que a sociedade nos impõe, por exemplo. “Você tem 19 anos e ainda não está fazendo faculdade? Nossa, meu filho já está no segundo ano, faz inglês...”. Por isso, nesta fase em que não temos como pular para a parte mais legal, como se tivéssemos o controle remoto da vida, precisamos esquecer a pressão familiar e o pitaco dos tios. Esquecer até mesmo o conselho do nosso melhor amigo para desvendarmos as habilidades e vocações que temos e os prazeres na qual queremos sentir através do futuro trabalho. 

Não vejo a necessidade em fazermos algo pensando, prioritariamente, no retorno financeiro. Não existe uma regra que diga que somente as profissões mais invejadas (médicos, engenheiros e etc) terão destaque no mercado. Quem é que merece acordar cedo desejando nunca ter nascido por fazer um curso no qual não gosta, não é mesmo? Isso durante quatro ou cinco anos...

Fazer o que despertar vontade, o que for um sonho, trabalhoso, prazeroso e o que trouxer felicidade, independentemente dos julgamentos alheios, talvez seja a melhor decisão antes de virar gente grande.


Me chamo Ana Karolina e meu último sobrenome é Brasil. Tenho muitas manias e uma delas é questionar tudo o que posso, inclusive, consigo irritar as pessoas facilmente com meus porquês. Troquei Arquitetura por Publicidade, mas não comecei nenhum dos cursos ainda. Sou estudante pré-vestibular, gosto de arte e história, ler crônicas, discutir problemas sociais e comer açaí com banana+granola. Escrevo sobre estudos e profissões no Pedras na Janela.


5 comentários:

Fil Rosa em 7/11/13 disse...

Eu sou quase gente grande rsrs,
Gostaria de ser quando crescer o que estou sendo a agora, blogueira, amo escrever...

Vitória Regina,
Filrosa.blogspot.com

Leandro Barbosa em 7/11/13 disse...

Eu tenho 16 anos e sei o que quero fazer na faculdade desde os 14. Talvez eu mude daqui a algum tempo, minha irmã também mudou, mas eu já tive essa dúvida e todo mundo ficava perguntando, e era irritante.
E o mais irritante é quando tem pessoas que nem são da sua família que ficam falando que o curso que você escolheu não dá dinheiro. Eu não perguntei se dá dinheiro, eu nem perguntei nada, pra que fica falando?
Acho que essa é uma das decisões mais importantes da nossa vida.
the-paradiise.blogspot.com.br/

Lulu on the Sky em 7/11/13 disse...

Muito bom o seu texto.
Big Beijos

Alexia Cavalcante em 7/11/13 disse...

Adoro seus texto's!!

http://papodemeninasaer.blogspot.com.br/

Daniela Pereira em 8/11/13 disse...

Mesmo eu já sabendo o que eu quero fazer, não tenho certeza se eu vou continuar com o pé no chão. Há tantos cursos com tantos assuntos cativantes que é impossível eu falar 'eu quero esse' com toda a certeza que eu não vou mudar. Adorei o texto ♥
http://daniperere.blogspot.com.br/

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