19 dezembro 2013

19 dezembro 2013

O ano em que decidi fazer cursinho

Fazer cursinho nunca foi um dos meus planos quando saí da oitava série para entrar no ensino médio. Eu sempre tirei boas notas na escola e achava que dessa forma seria fácil entrar em uma universidade pública. “Só não entra quem não quer”.

Foto por http://www.flickr.com/photos/marisadifillippo/
Somente a partir do ensino médio é que fui descobrindo a dificuldade em ingressar em universidades públicas para alunos de colégio público. Contraditório, né? Pois bem, continuei sendo a aluna de sempre, mas com a diferença de ter começado a trabalhar como aprendiz em uma empresa. Eu tinha 15 anos e queria ter meu próprio dinheiro. Convenci meus pais, mudei para o período noturno na escola e estabeleci metas para os próximos três anos.

Não foi difícil conciliar o trabalho e o estudo, já que eu trabalhava apenas por quatro horas e quatro dias na semana (o quinto era preenchido com um curso obrigatório por ser aprendiz). Assim que terminei o segundo ano, fiquei meio neurótica e não sabia o que fazer dali em diante.

Terminei o terceiro ano, prestei vestibular e não consegui o que eu queria. Passei em faculdades particulares, mas não haveria condições de pagá-las. Pesquisei um pouco mais, pedi conselhos e então decidi que aquele ano (2013, hehe) seria dedicado aos estudos, mesmo que meus pais não estivessem tão contentes. Os primeiros meses foram complicados, me cobrei demais, me comparei aos melhores alunos da sala e percebi o quanto eu teria que me dedicar. Eu tentei.

Aonde quero chegar com isso?

Estamos em dezembro e geralmente nesse mês as pessoas começam a se lamentar por coisas não concluídas e pelo iPhone 5s não comprado. Cheguei à conclusão de que às vezes nossa vontade não acompanha nosso ritmo de vida. Seja porque não temos condições financeiras, seja porque temos outras prioridades em determinados momentos ou porque não estávamos maduros o suficiente para lidar com tal situação. 

A vida exige muita coisa da gente, mas independente disso, ela sabe o limite de cada um. Ela nos desafia para subir um degrau de cada vez, para que o topo não seja alvo fácil nem impossível de se alcançar. Ou então, para não darmos passos maiores que nossas pernas.

Não é assim que falam os mais velhos?



10 comentários:

Isabelle Bissoli em 19/12/13 disse...

Adorei o post, fez me pensar o que nem sempre é facil o que queremos.
Só não endenti uma coisa, você consegui passar este ano na universidade publica que você tanto queria?
http://surejustnot.blogspot.com/

Vitória Regina - Fil Rosa em 19/12/13 disse...

Bom texto, gostei pois ele fala de uma coisa que faz bem pra mim, estudos.

Beijos,
BLOG:
Fil Rosa | Moda e Beleza

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Mayara em 19/12/13 disse...

@Isabelle Bissoli O post é da colaboradora, então: kd você, Ana, pra responder :P

Ariane em 19/12/13 disse...

Oi, tudo bem?
Eu te entendo muito bem.. Eu vou fazer 15 anos ano que vem, e não vejo a hora de começar a trabalhar sem depender dos meus pais, para nada. Eles não tem condições para comprar tudo o que eu quero, livros por exemplo.. Mais foi dá prioridade para os estudos... Estudar muito para entrar na etec, (escola técnica, com ensino médio) pelo jeito você vai ter um futuro brilhante. Minha prima também fez o menor aprendiz e hoje trabalha e faz curso e ainda estuda aonde, tbm com 15 anos..
Adorei o blog, beijos..
www.diariodostreze.blogspot.com

Lulu on the Sky em 19/12/13 disse...

Ana karolina,
Perfeita a sua colocação. Subimos um degrau de cada vez. A gente precisa saber priorizar as coisas que valem a pena na nossa vida.
Aproveito para desejar um natal abençoado e um feliz 2014!
Obrigada pela sua companhia no blog no decorrer deste ano.
Big Beijos
Lulu
http://luluonthesky.blogspot.com.br

Menina de Palavra em 19/12/13 disse...

Ano que vem é o grande ano que vou prestar os vestibulares e tentar entrar em uma faculdade.
Nunca fui a favor de fazer cursinho, considero como ano perdido, mas cada vez mais sinto a necessidade de fazer.
E infelizmente vou ter que fazer só quando terminar o ensino médio, pois hoje em dia tenho que conciliar, o ballet , a loja e a escola, o curso técnico e os afazeres domésticos, ou seja , o tempo é realmente apertado e não tem nenhum espaço para um cursinho.
Portanto agora só tenho que aceitar essa ideia e me esforço para conseguir atingir meus objetivos, beijinhos.
http://www.meninadepalavra.com/

Sefora Silva em 19/12/13 disse...

Também pretendo entrar em uma boa faculdade, e fazer cursinho é uma das prioridades na minha lista.
Concordo que realmente a vida pode dar muitas reviravoltas, e que não devemos tentar dar passos maiores que nossas pernas, mas precisamos prestar bastante atenção a onde estamos pisando.

A alguns meses um dos meus contos, o conto lembranças, foi postado no blog AS LEITURAS DA MILA, la nos comentários eu notei a sua presença e pude notar que você gostou, por isso estou passando aqui para agradecer o carinho.

beijos!!!
estou te seguindo!

seforasilva.blogspot.com

https://www.facebook.com/pages/S%C3%A9fora-Silva/711267155558571?ref=stream

Larissa em 19/12/13 disse...

Eu sempre quis fazer cursinho, porque acho que é um adicional na educação, principalmente depois que fui fazer ensino médio em escola publica, muita coisa os professores pulam porque não da tempo ou não acham importante, meu professor de matematica fez isso e eu fiquei muito nervosa, mas tudo bem. Acabei de me inscrever pra tentar uma vaga num cursinho publico, e também fiz uma conta descomplica, caso eu não passe.
Boa sorte! Espero que você tenha conseguido entrar na faculdade publica!
Beijoks
http://cheiade-alegria.blogspot.com.br/

Duda Zurc em 19/12/13 disse...

Adoorei seu blog, está de parabéns! Bjs :*

Talita M. em 20/12/13 disse...

Muito massa o texto. É bem assim que acontece. Tudo ao seu ritmo. Eu estou na situação ao contrario da sua, estudo em uma faculdade pública, mas cadê o emprego que não acho?! Fico quase louca ao saber que eu não tenho meu próprio dinheiro, mas hoje eu percebo que foi melhor assim. Minha mãe me ajuda, claro, que não tenho tudo o que quero, evito pedir as coisas à ela, mas se eu tivesse começado à trabalhar junto com a faculdade ou mesmo trabalhar e não estudar, eu ia me bagunçar toda.

Que tudo flua no próximo ano. =)

Beijos, Talita M.
Mil e Duas Coisinhas

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