05 janeiro 2014

05 janeiro 2014

À deriva

Foto por http://www.flickr.com/photos/vsanderson/
Tem época que eu fico assim mesmo. Meio nada. Uma vez eu te mandei uma mensagem falando que talvez você me entendesse, mas hoje não acho que entenda. Teria voltado pra me buscar quando te liguei chorando ou ao menos ficado comigo no telefone até as lágrimas acabassem se achasse que meu humor instável era algo além de frescura. Você foi pra casa e só me ligou depois de três dias. Tudo bem. Mesmo. Descobri dia desses que preciso me acostumar com a ideia de que poucas pessoas estão preparadas pra lidar com, bem... pessoas como eu.

Ah, olha só, eu me fazendo de vítima de novo. É um ciclo vicioso. Me sinto triste, me faço de vítima, me sinto culpada por parecer sempre frágil e fico triste por não conseguir ser diferente. O engraçado é que isso aconteceu de um dia para o outro. Eu juro que até meus 15 anos eu era a pessoa mais feliz que você poderia conhecer. Todos meus professores ficavam impressionados com meu otimismo. Li Pollyanna porque uma professora de matemática disse que eu era exatamente como ela. Me encantei pelo livro e alguns meses depois eu já era o oposto da personagem.

Fiquei um tempo sem escrever. Eu estava feliz. Nunca consigo escrever quando estou de bem com a vida. Quero vivê-la ao máximo. Fico agitada demais se encaro uma página em branco na obrigação de escrever sobre sentimentos bons. Raramente você vai me ver falando sobre eles. Eu não sinto que preciso explorar a felicidade, ela é muito simples. Mas há algo sobre a tristeza. Ela não é só tristeza, sabe? É como se dentro dela existissem mil e um sentimentos a serem explorados. Sinto necessidade de expor o que sinto pra tentar me entender.

Voltei a escrever na noite passada. Quando virei nada de novo. Vou escrevendo e conforme começo a compreender o que estou passando, me sinto inteira. E fico feliz. Saio por aí e vivo como se amanhã fosse meu último dia, até esgotar o estoque do que quer que seja que me preencha. E fico triste. Eu sou sempre assim, a vida é sempre isso. Quando é linda, é realmente linda, mas quando não... Bem, não te culpo por não ter voltado pra me buscar. Às vezes, acho que nem eu mesma estou preparada pra lidar com pessoas como eu.



12 comentários:

Blogueiras Anônimas em 5/1/14 disse...

Oi Mayara, você programa em qual linguagem?

Alexia Cavalcante em 5/1/14 disse...

Que texto lindo!

http://www.papodemeninasaer.com/#

Daiane Chrystina em 5/1/14 disse...

Olá Mayara, acabei de conhecer seu cantinho e gostei muito. Parabéns pelos textos e ideias originais. Beijos!
http://www.dicamineira.com/

Mari em 5/1/14 disse...

adorei seu blog, é muito lindo , parabéns !

Nay Bianchi em 5/1/14 disse...

Que lindo!!! Sabe... Eu achei interessante vc falar que só se inspira a escrever quando está triste e qdo está feliz procura aproveitar o máximo a felicidade!!! =)
Não somos felizes o tempo todo e é legal falar qdo não estamos bem, mostra o quanto somos sinceras com nossos sentimentos!!!
Parabéns!!!
Do Bem 8 | http://dobem8.blogspot.com.br
Bjokas!!!

Nanna Cunha em 5/1/14 disse...

Parabéns pelo texto e pelo blog! Gostei bastante!
Boa semana!
Fica com Deus!
Beijo!

http://nannacunha.blogspot.com.br

Dayane em 5/1/14 disse...

Adorei seu texto, também sou meio drámatica rs
Beijinhos
Instagram
Facebook do blog
conversando-com-a-lua.blogspot.com.br

Camila em 5/1/14 disse...

Talvez tenhamos medo da mesma coisa... não ser aceitas por alguém ;x
Adoro sua escrita :)

Fernanda Peron em 5/1/14 disse...

Amei a postagem Mah! Me sinto como você de vez em quando!
Dá uma passadinha?
http://comportamentorosa.blogspot.com.br/

Mayara em 5/1/14 disse...

@Blogueiras Anônimas HTML ^_^

Mayara em 5/1/14 disse...

@Mari Obrigada, Mari ^_^

Pamela Dal'Alva em 6/1/14 disse...

Adorei seu texto, me vi nele completamente menos na parte que fala do livro Pollyana.
Só que agora fico tão triste com as coisas que acontecem que não paro para organizar minhas ideias e escrever algo. Acho que na verdade não quero escrever a verdade.


kisu
www.eraoutravez.com

Postar um comentário

 

Design e programação por Mayara Sousa.